terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Inscrições para Concurso Internacional de Redação de Cartas dos Correios vão até 17 de março

Os Correios recebem, até o dia 17 de março, inscrições para o 45° Concurso Internacional de Redação de Cartas, promovido pela União Postal Universal (UPU) em todo o mundo e organizado no Brasil pela estatal. Com o tema “Escreva uma carta a você mesmo aos 45 anos”, a iniciativa visa melhorar a alfabetização por meio da escrita, incentivando crianças e adolescentes a expressarem a criatividade.

Podem participar da edição 2016 estudantes de até 15 anos de idade, da rede pública e privada de ensino, que escreverem redações em formato de carta, à mão, em português, com caneta esferográfica preta ou azul e, no máximo, 900 palavras. O estudante deverá passar inicialmente por uma seleção em sua escola, que escolherá a carta que irá representá-la. Cada escola pode inscrever até duas redações.

Premiação – O Concurso Internacional de Redação de Cartas conta com duas fases: estadual, na qual o autor da melhor redação ganhará R$ 1.000 e a escola R$ 2.000; e nacional, em que o vencedor receberá R$ 5.000 e um troféu, além de representar o Brasil na etapa internacional, a ser realizada pela União Postal Universal. Na fase nacional, a escola recebe R$ 10.000.

Em 2015, cerca de 3.700 estudantes de 2.131 escolas públicas e particulares de todo o Brasil participaram do concurso. Leonardo Silva Brito, de Rondônia, foi o vencedor nacional e ficou com a medalha de bronze na fase internacional, em que o Brasil é o 2° país em número de vitórias, com três medalhas de ouro, atrás apenas da China, com cinco.

Confira aqui o regulamento completo da edição 2016.

Fonte: Blog dos Correios 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

19 de fevereiro: dia de mobilização nacional da educação no combate ao Aedes aegypti

Escolas de todo o país fazem amanhã (19) um dia de mobilização nacional da educação pelo combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, da febre chikungunya e do vírus Zika. As ações vão envolver professores, diretores, reitores de universidades e de institutos federais, agentes de saúde e da vigilância sanitária, Forças Armadas, governadores e prefeitos. A campanha de conscientização e orientação para o combate aos criadouros do mosquito vai continuar durante todo o ano nas redes educacionais do país.

Amanhã serão realizadas atividades específicas nas escolas como distribuição de panfletos e palestras. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, destacou que a prevenção é a melhor alternativa contra o Aedes aegypti e que a mobilização das redes pública e privada de educação fará a diferença no combate ao mosquito.

“Só na rede pública são mais de 200 mil escolas. Através da sala de aula podemos manter informada a juventude, as crianças e elas levarem para dentro de casa uma nova atitude. O dia é pra todo mundo parar e refletir, mas vai ter que ser uma campanha permanente. Todo mundo tem que gastar 15 minutos por semana para não deixar nada de água parada dentro de casa”, disse ao participar da edição de hoje (18) do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços.

A ideia, segundo ele, é que cada escola tenha pelo menos cinco servidores organizados para fazer o trabalho de conscientização de forma permanente e que os estudantes transmitam as informações aos familiares e façam fiscalização em casa. A prevenção nos prédios de escolas e universidades também será intensificada

“A educação sempre foi de luta: na luta contra ditadura, pela democracia, pela anistia, pelas diretas. É um setor que tem consciência e mobilização, temos que transformar esse espírito de luta para exterminar o mosquito, combater e impedir que ele nasça. Se a gente mobilizar a educação, creio que vamos sensibilizar as famílias”, disse Mercadante.

Cada nível de ensino terá uma abordagem específica. Na educação infantil, por exemplo, a proposta é organizar atividades com desenhos e usar material pedagógico que estimule o interesse das crianças sobre o tema. As crianças também receberão cartas com orientações a serem entregues aos pais. No ensino superior, as informações poderão ser mais aprofundadas com abordagem científica do tema. As escolas que ainda não retornaram às aulas farão as atividades assim que for iniciado o ano letivo.

Para a mobilização de amanhã, o ministro Mercadante informou que conversou com os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal e todos disseram que estarão comprometidos com as ações. Secretários do Ministério da Educação também entraram em contato com prefeitos e secretários de educação.

O ministro da Educação informou ainda que, para reforçar as ações de combate ao Aedes aegypti, o tema do Prêmio Professor do Brasil deste ano será relacionado à dengue, febre chikungunya e ao vírus Zika para incentivar a produção de trabalhos acadêmicos relacionados e essas doenças.

A mobilização dá prosseguimento ao proposto no Pacto da Educação Brasilleira contra o Zika, firmando no início do mês entre o Ministério da Educação, demais representantes do governo federal, de estados e municípios, além de instituições e organizações públicas e particulares.

Leia mais no Portal do MEC

Texto: Yara Aquino - repórter da Agência Brasil 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

CAMPANHA DE VOLTA ÀS AULAS

Nos próximos dias, alunos de diversas escolas em todo o País voltam às aulas. Como nos anos anteriores, a equipe do Plano de Mobilização Social pela Educação no Ministério da Educação (PMSE/MEC) aproveita esse momento para reafirmar a importância do diálogo com as famílias sobre a necessidade de acompanhar a vida escolar dos seus filhos(as).

No início do ano letivo, é comum haver maior presença de pais, mães e responsáveis nas escolas. Por isso, propomos que mobilizadores(as) sociais pela Educação, bem como secretários(as) de Educação, diretores(as), professores(as), coordenadores(as) pedagógicos, entre outros, utilizem esse período para incentivarem a participação da sociedade e das famílias na educação. 

PNE e PAR


Além de trabalhar as orientações da Cartilha Acompanhem a vida escolar dos seus filhos, entre as informações a serem divulgadas, é importante que pais, mães e responsáveis saibam que está em implementação o Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê metas e estratégias para universalizar a educação, desde a pré-escola até a universidade.  Além disso, deve ser de conhecimento de todos que, de acordo com a Meta nº 1 do PNE, a partir deste ano, as redes de ensino são obrigadas a incluir alunos de 4 e 5 anos de idade. Mais informações sobre o PNE podem ser obtidas no Portal do PNE.

Também é relevante incentivar o acompanhamento do Plano de Ações Articuladas (PAR). O PAR é um importante instrumento de gestão para a garantia do direito a educação, que permite planejar a realidade educacional local e favorece o diagnóstico e a estruturação de ações educacionais. É através dele que se planeja a melhoria da educação e os municípios são contemplados com quadras, creches, ônibus escolares, equipamento mobiliário para escola, entre outros. Saiba mais sobre o PAR aqui

Zika Zero


Outro tópico que precisa ser enfatizado nesta volta às aulas é o combate ao Aedes aegypti, transmissor do zika vírus, da dengue e da febre chikungunya. É necessário promover a adesão das escolas e da comunidade à campanha Zika Zero, que visa a eliminar o mosquito por meio da mobilização de estudantes, professores e servidores da educação. Leia mais sobre a campanha. 

Materiais disponíveis


Queremos lembrar, ainda, que se encontram disponíveis na seção Materiais de Mobilização arquivos para download e impressão de cartazes, banners, filipetas, adesivos, além da nossa cartilha Acompanhem a vida escolar dos seus filhos, que traz dicas importantes para orientar as famílias a acompanharem o cotidiano escolar dos estudantes. Exemplares impressos da cartilha podem ser solicitados por meio do formulário disponível neste link

Informe o que vem sendo feito!

Se você aderir à Campanha de Volta às Aulas, pedimos que nos informe as ações que serão realizadas e, após os eventos, nos encaminhe fotos, notícias e resultados sobre essas atividades para que possamos publicar no site e no blog da Mobilização Social pela Educação. Preencha o formulário disponível na aba “Envie notícias” e conte o que tem sido feito na sua comunidade!

Para mais informações, entre em contato com a equipe do PMSE/MEC pelo e-mail mobilizacaosocial@mec.gov.br

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

MEC convoca mobilização nacional de combate ao Aedes aegypti e às doenças que provoca

Ministro Aloizio Mercadante fala sobre a campanha
 de mobilização contra o zika vírus (Foto: João Neto/MEC
)
A educação é uma poderosa arma para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor do zika vírus, da dengue e da febre chikungunya. Por isso, o Ministério da Educação convocou nesta terça-feira, 2, representantes de entidades ligadas à educação básica, tecnológica e superior a participar da campanha Zika Zero. No ato, o ministro Aloizio Mercadante e o secretário-executivo adjunto do Ministério da Saúde, Neilton Oliveira, deram explicações sobre a campanha, que visa a eliminar o mosquito por meio da mobilização de estudantes, professores e servidores da educação.

A estratégia é usar a abrangência das redes federal, distrital, estaduais e municipais de educação para levar informações sobre as formas de extermínio do mosquito e identificação da doença.

“A única força social verdadeiramente capaz de mobilizar o Brasil e enfrentar essa questão somos nós, da educação”, afirmou Mercadante. “Se nós olharmos da creche à pós-graduação, do setor público e privado, professores e servidores da educação, estudantes, nós somos 60 milhões de brasileiros organizados por sala de aula. Só na rede pública nós somos quase 200 mil escolas.”

O ministro lembrou que o controle do zika vírus e o combate ao mosquito são uma preocupação do governo federal, especialmente para prevenir que mais mulheres grávidas sejam picadas, levando ao risco de o feto desenvolver a microcefalia. “Essa campanha é decisiva para as crianças que vão nascer; vamos lançar essa campanha no portal do MEC para que, na semana pedagógica, seja a nossa campanha, e dia 19 é rua e atividade em todas as escolas”, disse. “E depois, vamos voltar toda sexta-feira à mesma atividade nas escolas para dar continuidade. Não basta fazer um dia porque o mosquito volta.”

Parceria — O secretário Neilton Oliveira anunciou que a pasta da Saúde participará da ação contra o Aedes aegypti em parceria com as Forças Armadas, mas reconhece que é fundamental a mobilização de educação promovida pelo MEC. “Nesse momento, não tem nenhuma medida mais eficiente do que destruir os criadouros do mosquito. E isso não se consegue com meia dúzia de pessoas, nem com decreto, nem com dinheiro”, afirmou. “Pode pôr o dinheiro do mundo que quiser que nós não vamos ser bem-sucedidos se não houver a participação maciça da sociedade.”

Entre as ações previstas para o combate ao Aedes aegypti estão a distribuição de material educativo a mais de 2,7 milhões de professores e gestores da educação básica; a assinatura do Pacto da Educação Brasileira contra o Zika, quando secretarias estaduais e municipais de educação se comprometerão com a campanha Zika Zero; a participação das instituições de educação tecnológica e superior, organizações estudantis e de agentes da educação que se comprometeram a participar da mobilização.

O MEC enviará cartas a reitores, diretores, secretários, servidores e pais de alunos com orientações. Também haverá distribuição de material educativo a todos os estudantes.

Fonte: Portal do MEC

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Educação infantil será a grande prioridade do PAR em seu novo ciclo, a partir deste ano

Tema da primeira meta do Plano Nacional de Educação (PNE), a educação infantil é também a grande prioridade do Plano de Ações Articuladas (PAR) este ano. O novo ciclo do PAR, que começa em 2016 e segue até 2019, foi lançado pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, no dia 27 de janeiro, em coletiva de imprensa.

Novos projetos de creches e pré-escolas serão desenvolvidos a partir de agora. São as chamadas creches verticais, que devem possibilitar aos municípios brasileiros com limitações de terreno – especialmente as grandes cidades – a construção de novos equipamentos educativos.

“Há uma imensa demanda de espaço para creches por parte dos gestores. Por exemplo, o esforço que o MEC fez em parceria com a prefeitura de São Paulo no ano passado. Nós colocamos 50 mil crianças na educação infantil no ano passado, 200 creches nós inauguramos na cidade de São Paulo. No entanto ainda faltam 60 mil crianças”, explicou Mercadante.

Além do foco na educação infantil, o ministro anunciou outras medidas para o novo ciclo do PAR. O plano, que segundo Mercadante “é a bússola da relação entre o MEC e qualquer estado ou município do Brasil”, foi importante ao longo da história recente da educação brasileira. Criado em 2007, agora será a grande orientação para a relação entre o ministério e as secretarias de educação estaduais e municipais.

Além de funcionar como um canal de interação do MEC com os sistemas de ensino, o novo PAR vai fortalecer o sistema nacional de educação e alinhar os planos estaduais e municipais ao PNE, assim como ao Plano Plurianual (PPA). Também serão integrados diversos dados de controle e gestão da educação que tratam das instalações, da acessibilidade e do projeto político-pedagógico das escolas, formação dos professores e finanças.

Instância – O Sistema Integrado de Monitoramento, Educação e Controle (Simec), pelo qual secretários de educação poderão acessar as informações do PAR, também ganhou nova interface, possibilitando uso facilitado aos usuários. “Nós vamos planejar os próximos quatro anos. Todas as ações do MEC na relação com cada município e cada estado terá de estar prevista e pactuada no PAR. É totalmente transparente, é o mesmo acesso a todos os municípios e estados, as mesmas regras republicanas”, frisou o ministro.

Para garantir essa interação entre todos os entes da educação brasileira, foi instalada ainda a Instância Permanente de Negociação Federativa. Uma mesa permanente de negociação entre as redes de ensino estaduais, municipais e o Ministério da Educação.

Leia mais no Portal do MEC

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Escolas e entidades religiosas incentivam a participação da família na educação em Anápolis (GO)

Mobilizadora Elisabete Pereira conduziu a palestra sobre
interação família-escola no CE Leiny Lopes
A Mobilização Social pela Educação foi tema de palestra conduzida pela mobilizadora e missionária capelã Elisabete Pereira, em parceria com a Igreja Adventista do Sétimo Dia, no Colégio Estadual Leiny Lopes de Sousa, em Anápolis (GO). A atividade integrou a programação do projeto Conversa de Gente Grande, desenvolvido pela Capelania Brasileira, e foi realizada durante Mutirão de Natal promovido pela Igreja Adventista, no dia 20 de dezembro de 2015.

A ação contou com a participação de cerca de 50 famílias da comunidade local, além de funcionários e professores da unidade de ensino, alunos e fiéis da igreja. Durante a palestra, foram apresentadas as orientações da cartilha Acompanhem a vida escolar dos seus filhos e distribuídos exemplares da publicação. Elisabete enfatizou, ainda, a importância dos pais garantirem a frequência escolar dos estudantes e de verificarem seus materiais escolares.

Foram distribuídos exemplares da Cartilha Acompanhem a
vida escolar dos seus filhos
 aos participantes
Segundo a mobilizadora, a atividade foi bem-sucedida. “Os pais se encantaram com as atividades propostas pela equipe palestrante. Além da divulgação da Cartilha, foram apresentadas palestras sobre saúde e educação dos filhos”, destacou a mobilizadora. “Ficamos muito felizes com esse evento. Tudo pareceu uma grande festa. Os pais saíram agradecidos e renovaram seu compromisso diante da escola, mediante as propostas eficazes da Cartilha”, comemorou.

Colégio Estadual Antensina Santana

Atividade semelhante foi desenvolvida no Colégio Estadual Antensina Santana, em 27 de outubro do ano anterior. “Por ocasião da retirada dos boletins, os pais foram convidados a participarem da palestra que tem o propósito de divulgar a Cartilha do PMSE e reunir ações que viabilizem a atuação da família na melhoria da Educação”, relatou a missionária Elisabete.

Participação das famílias superou a expectativa dos gestores
do CE Antensina Santana
Estiveram presentes na palestra pais, mães e responsáveis, bem como a equipe gestora da escola, que organizou a ação. Além da mensagem da cartilha, foram abordados temas como negligência dos pais e prevenção e combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes.

Elisabete ressaltou a presença dos familiares e a continuidade das ações no Colégio. “O público participante superou as expectativas da coordenação da escola, o que foi surpreendente. Esta é a quarta apresentação da Mobilização nessa Escola. Os alunos são transferidos, outros novos surgem à medida em que o ano letivo passa, mas os pais remanescentes compareceram e mais uma vez parabenizaram a equipe organizadora. Certamente, isso proporciona a continuidade e a perseverança da difusão do PMSE”, refletiu.

Com informações de Elisabete Rosa Pereira, mobilizadora social pela Educação em Anápolis (GO) e região.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Com a participação da comunidade, aprendizagem em escola do sertão cearense supera a média da Suíça

Em Pedra Branca (CE), com pouco mais da metade dos 40 mil habitantes alfabetizados, uma escola se destaca como uma das melhores do país. 

"Se você chegar à nossa escola não vai ver nada de anormal. Salas e laboratórios são pequenos, a merenda é simples e não há grandes eventos. Mas a educação daqui marca a vida de quem passa", diz Amaral Barbosa, diretor da Escola de Ensino Fundamental (EEF) Miguel Antônio de Lemos, em Pedra Branca (CE), a 260 km de Fortaleza.

A "escola de Amaral", como é conhecida, não aparece no GPS. Fica em um sítio a 18 km da cidade, no meio do sertão. Porcos, jumentos e bois rodeiam a escola, e a agricultura local é de subsistência, com vários alunos ajudando os pais - na maioria, não alfabetizados - na lavoura.

Desmistificando a ideia de que o mau desempenho do ensino está ligado à baixa educação dos pais ou ao nível socioeconômico local, a escola tem um dos melhores desempenhos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) do Brasil, com nota 8,9 para o 9º ano. A média nacional é 4,2. A média das escolas particulares brasileiras é 5,9.

A escola é uma família

Amaral atribui os resultados à estreita relação entre a escola e a comunidade. Ele próprio carrega a escola no DNA: é bisneto do seu Miguel, que nomeia a escola - outros 15 professores também são descendentes do seu Miguel. A eles juntou-se um time de voluntários da comunidade, que une esforços para tornar a escola mais agradável. Cada um ajuda como pode: o motorista do pau de arara (transporte escolar da maioria dos alunos) dá aulas de baixo, um dos pais ensina sanfona e o professor de história e geografia empresta a bateria para os alunos aprenderem. 

Nos finais de semana, a quadra esportiva vira salão de festas para batizados e casamentos e recebe em troca pequenos serviços, como um reparo feito por algum pai que seja pedreiro, ou um desconto nas roupas de formatura dado por uma mãe costureira. Tudo isso ajuda a fechar as contas da escola, que se mantém com apenas R$ 4 mil anuais de orçamento para compra de materiais didáticos e de limpeza.

Para a coordenadora pedagógica Bruna Barbosa de Lima, além do apoio material, a proximidade com a comunidade envolve os alunos e os faz respeitar os mestres. "A escola é tratada como algo muito importante. E isso se reflete no índice zero de evasão. Todos entendem a importância de estar aqui". 

Os pais são tão participativos que decidem com coordenadores e professores o currículo pedagógico a cada ano. "Vários não sabem escrever o nome, mas sabem o que é IDEB, compreendem a importância das avaliações e das etapas de ensino", explica Amaral.

Maria Neci Lira Lemos, mãe de 6 filhos, é agricultora e cursou até a 4a série. Hoje trabalha com a produção de mamona para biodiesel, e mesmo morando longe da escola, faz questão de acompanhar o desenvolvimento dos filhos. "Como é que posso mostrar para meus filhos a importância da escola se eu também não estiver presente dentro dela?", questiona.

Para os alunos que não tem a sorte de contar com a participação dos pais, a escola promove o programa Adote um Aluno, em que cada professor anonimamente se responsabiliza por acompanhar o desenvolvimento de uma criança cuja família não seja presente. "A escola não pode passar a vida reclamando a falta da família dos alunos, mas pode criar mecanismos para minimizar as consequências dessa falta. O importante é que o aluno sinta-se acompanhado e fazemos isso inclusive nas nossas horas vagas", explica o diretor Amaral.

Pelo desempenho, a escola recebeu por sete vezes o prêmio estadual Escola Nota 10, que gratifica com R$ 2 mil por aluno os melhores colégios do Ceará. No entanto, só recebe em mãos 75% do valor. O restante só vem quando a escola ajuda uma outra da região a melhorar seus índices. "Todos têm que crescer juntos, em rede. Se eu ajudo uma escola que alfabetiza, melhoro também a qualidade do aluno que chega à minha, e assim toda a educação se eleva", sustenta Amaral.



Saiba mais e veja mais imagens da escola no site da Revista Super Interessante.

Fonte: Revista Super Interessante 

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Pacto pela alfabetização vai focar no Norte e Nordeste, com inspiração no sucesso do Ceará

Está na meta 5 do Plano Nacional de Educação (PNE) a tarefa de alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do terceiro ano do ensino fundamental. Para alcançar o objetivo, o Ministério da Educação lançou, nesta segunda-feira, 14, um novo ciclo do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), específico para Norte e Nordeste. O foco nessas regiões é baseado nos resultados da última Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA).

O lançamento aconteceu durante encontro dos secretários da educação estaduais do Nordeste, realizado em Fortaleza, e que contou com a presença do ministro Aloizio Mercadante. O Ceará foi o estado nordestino mais bem avaliado na ANA 2014, apresentando os melhores índices de leitura, escrita e matemática. Lá também nasceu o projeto que inspirou a criação do Pnaic.

“Nós montamos o Pnaic inspirados no Ceará, na experiência exitosa do Ceará, iniciada em 2007 com o Pnai (Programa de Alfabetização na Idade Certa, de iniciativa do governo estadual). Naquela ocasião, eu criei a Avaliação Nacional da Alfabetização, um exame universal pra gente saber de todas as crianças de todas as salas de aula. Se elas aprenderam a ler ou não, em que estágio estão, se elas estão escrevendo ou não e se elas dominam as primeiras contas”, explicou o ministro.

O novo ciclo inicia em 2016 e tem três eixos de atuação, que visam reduzir os níveis de analfabetismo e baixo letramento das duas regiões. O primeiro eixo prevê o fortalecimento das estruturas de gestão em nível regional. Serão formadas equipes de coordenação e supervisão para visitar as escolas e acompanhar mais de perto as formações voltadas à alfabetização. Assim, as funções da coordenação local do Pnaic serão ampliadas, vinculando-se às redes de ensino, e as ações do programa serão monitoradas pelas administrações estadual e municipal, por meio do desempenho dos estudantes.

A formação continuada de professores é o segundo eixo de atuação do novo ciclo do Pnaic. Os profissionais receberão materiais de apoio pedagógico, produzidos pelos estados das regiões Norte e Nordeste, em parceria com instituições de ensino superior. O MEC vai participar qualificando e dando apoio à impressão dos conteúdos.

Também serão apresentados ao Ministério planos de formação de professores, desenvolvidos para cada estado pelas instituições de ensino superior, em conjunto com as secretarias de educação e seccionais da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Os planos devem considerar diretrizes pedagógicas vinculadas às políticas de formação das redes de ensino.

O terceiro eixo quer promover a valorização e o reconhecimento de escolas e profissionais mais empenhados com a evolução da alfabetização. Ao mesmo tempo, estabelece um apoio a unidades de ensino com maior dificuldade na superação do analfabetismo e do baixo letramento de seus alunos.

“Nós estamos aqui porque é nossa obrigação dar o melhor para educar as crianças desse país a ler, a escrever, a saber as primeiras contas e nós não podemos descansar enquanto isso não acontecer como direito sagrado de todas as crianças do Brasil”, afirmou o ministro.

Fonte: Portal do MEC

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Parceria entre MEC e CGU promove ética nas escolas com participação da Turma da Mônica

O secretário-executivo Luiz Cláudio Costa e o ministro
 da CGU, Valdir Moysés Simão, e o presidente do
 Observatório Social, Ney da Nóbrega Riba, recebem
Maurício de Sousa e seus personagens
(Foto: Isabelle Araújo/MEC)
O Ministério da Educação e a Controladoria-Geral da União (CGU) anunciaram parceria para o programa Um por todos e Todos por um! Pela Ética e Cidadania. O termo de cooperação foi divulgado, nesta segunda-feira, 7, durante a entrega dos prêmios da 7ª edição do Concurso de Desenho e Redação da CGU. O projeto tem, ainda, a colaboração do Instituto Maurício de Sousa.

Cerca de 2,5 mil escolas públicas receberão, em 2016, material pedagógico lúdico e educativo sobre temas como responsabilidade social, respeito à diversidade, bem-estar coletivo e democracia. O programa usará quadrinhos da Turma da Mônica, criação do desenhista Maurício de Sousa, especialmente elaborados para o programa. O objetivo é envolver cerca de 250 mil alunos do terceiro, quarto e quinto anos do ensino fundamental, com o objetivo de torná-los cidadãos conscientes, conhecedores de seus deveres e capazes de lutar por seus direitos.

O MEC fará a impressão das cartilhas utilizadas no projeto, além da atualização do conteúdo elaborado pelo Instituto Maurício de Sousa. “Já alocamos, apesar de todo o ajuste fiscal, os recursos necessários pra que esse material chegue às escolas. E eu tenho certeza de que essa participação de vocês vai permitir que o Brasil avance”, disse o secretário-executivo do Ministério da Educação, Luiz Cláudio Costa, para uma plateia de alunos e professores que participaram da premiação da CGU.

Consciência – Além do anúncio da parceria entre MEC e CGU, a premiação do 7º Concurso de Desenho e Redação anunciou os vencedores da competição que teve como tema Pequenas Corrupções – Diga Não!. A disputa, que mobilizou cerca de 500 mil alunos e 17,3 mil professores de todo o país, escolheu os melhores trabalhos entre 12 mil concorrentes.

Um deles foi o jovem carioca Lucas Gomes Teixeira, de 18 anos, premiado na categoria redação 3, voltada para os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Para ele, que ganhou um notebook e o certificado de participação no concurso, escrever sobre o tema foi importante porque o fez enxergar os próprios pequenos deslizes. “Abriu meus olhos para coisas que eu mesmo cometia e achava que eram banais, mas que na verdade têm grande impacto no futuro”, frisou.

Luiz Cláudio Costa lembrou que iniciativas como a do concurso colaboram para um esforço que já vem sendo feito no país, inclusive por meio do fortalecimento de órgãos de controle como a CGU, para acabar com a corrupção. E na educação não é diferente.

“O Brasil vem aumentando cada vez mais o recurso que aplica na educação, hoje já está com 6,2%. E graças ao trabalho da CGU, da sociedade e da disposição desse país, cada vez mais nós temos certeza, e queremos, que esse recurso chegue às escolas, às crianças, que seja utilizado na merenda escolar, no transporte escolar, na construção das nossas creches. Para isso, nós precisamos do diálogo com um órgão que nos auxilie, e a CGU permite que cada vez mais nós, gestores, aprimoremos nossa gestão. Isso tem sido extremamente importante”, destacou o secretário-executivo.

Acesse a página do Concurso de Desenho e Redação

Fonte: Portal do MEC