quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Visitas de professores fazem com que alunos e pais sintam-se em casa


The Boston Globe, 23/10/2009

James Vaznis
A menina já estava de pijama quando os seus professores do jardim de infância chegaram em uma noite límpida, neste mês, trazendo presentes: um livro de colorir, um quadro para escrever e uma sacola cheia de ímãs revestidos de plástico com formato de letras do alfabeto. Mas Megan Coyne, de três anos de idade, não sentiu-se tentada pelos presentes. Tomada de uma timidez súbita, ainda que passasse seis horas por dia com as professoras, a garota ficou no vestíbulo, atrás da mãe, com os braços apertados em torno das pernas desta. "O seu pijama está cheio de desenhos de sapos", disse com um sorriso tranquilizador a sua professora, Pam Richardson, da Escola Piloto da Academia Lee, no bairro de Dorchester, em Boston. "Megan não comeu muito no almoço. Ela estava com fome quando veio para casa?". Richardson faz parte do grupo de dezenas de professores da escola primária e secundária de Boston e Springfield que estão visitando as famílias dos alunos neste ano, com o objetivo de encorajar a participação voluntária dos pais nas reuniões da escola e o envolvimento com a educação das crianças em casa, bem como de acabar com qualquer concepção errônea que pais e professores possam ter uns em relação aos outros.

A prefeitura de Boston, que está trabalhando em parceria com a Universidade Harvard, deu início ao seu programa dois anos atrás e o expandiu para cinco escolas de ensino fundamental. A iniciativa surgiu após o exemplo de Springfield, que há cerca de cinco anos criou - como parceria entre o sindicato municipal dos professores, uma escola de segundo grau e o Projeto Vale Pioneiro - um grupo de organização de comunidades que trabalha em contato próximo com os pais. O programa encontra-se atualmente ativo em sete escolas, incluindo uma de segundo grau. O alcance do programa - que neste ano chegou a várias centenas de famílias - faz parte de uma estratégia nessas duas cidades para reverter uma tendência de redução da participação dos pais. Em ambos os distritos, os pais raramente aparecem nas reuniões da organização de pais e alunos, conferências de professores e outras atividades em várias escolas. Em alguns casos, eles estão ocupados demais, trabalhando em vários empregos, não têm transporte para ir até à escola ou sentem-se intimidados para falar com os professores devido à baixa instrução ou a uma experiência ruim pela qual passaram quando eram alunos. Em Boston, muitos pais que cresceram durante o período tumultuado do "forced busing" (política que obrigava crianças de um determinado bairro a matricularem-se em escolas de outra região para que se atingisse um "equilíbrio racial" nessas instituições) mantêm-se distantes das escolas por terem ressentimento, ou até mesmo desconfiança, em relação ao sistema. As visitas são também elaboradas de forma a esclarecer os professores - muitos dos quais moram fora das cidades e podem ter falsas impressões sobre os bairros nos quais os alunos moram -, possibilitando que observem os estilos de vida que as crianças têm em suas casas. Os professores de Boston recebem US$ 60 (R$ 104) por visita, e os de Springfield aproximadamente US$ 30 (R$ 52). "Essas visitas eliminam o ciclo de desconfiança que ocorre entre os educadores e as famílias", afirma Linnette Camacho, coordenadora de educação familiar das escolas de Springfield. Embora nenhuma das duas cidades tenha realizado um estudo formal sobre a eficácia do programa, os organizadores afirmam que professores e diretores observaram que houve um aumento da participação dos pais nas escolas e que as notas dos alunos também têm aumentado. As autoridades escolares de Springfield sentem-se tão encorajadas que estão criando uma proposta de expansão do programa para outras escolas municipais. Algo que ajudou essa iniciativa foi a criação da Associação Nacional de Educação, o poderoso grupo sindical de professores de âmbito nacional, que forneceu ao distrito uma verba para planejamento de US$ 50 mil (R$ 86 mil) - o primeiro passo para o fornecimento de US$ 1,25 milhão (R$ 2,2 milhões) para a expansão do projeto. "Os professores percebem que o envolvimento dos pais é fundamental para melhorar o desempenho dos alunos", diz Tim Collins, presidente da Associação Educacional de Springfield. "Creio que há muitos dados que demonstram que quando os pais estão engajados, os alunos têm mais sucesso na escola". Boston e Springfield basearam seus programas em um outro que teve início há mais de uma década em Sacramento, e que elevou os índices de presença e as notas dos alunos, reduzindo, ao mesmo tempo, as suspensões e os casos de vandalismo escolar.

Em Boston, o programa faz parte de uma iniciativa mais ampla chamada Three-to-Third, uma colaboração entre a prefeitura, o Departamento Escolar e a Escola de Pós-Graduação em Educação da Universidade Harvard para conseguir fazer com que todos os alunos estejam lendo e compreendendo textos até o final da terceira série. A Universidade Harvard está oferecendo treinamento para as visitas domiciliares e organizou grupos e pesquisas sobre o programa. A universidade está prestes a dar início a um estudo mais amplo dos resultados do programa. Geralmente os professores introduzem a ideia de uma visita enviando aos pais uma carta que dá a estes uma mensagem de boas-vindas à escola. Alguns telefonam para os pais, em vez de enviar-lhes uma carta. Mas eles não batem à porta de nenhuma família sem avisar. A família Coynes foi pega meio de surpresa ao receber um convite antes do início do ano escolar feito pela futura professora da sua outra filha, Mackenzie, que é gêmea de Megan. "No início eu fiquei meio cético", diz David Coyne, que atendeu o telefonema. "Parecia que se tratava de algo do tipo 'Grande Irmão' - o governo - investigando para ver se éramos bons pais".

Mas segundo ele a visita correu bem. A professora jamais se comportou como inspetora de bem-estar infantil. Ela não caminhou pela casa com um caderno na mão, rabiscando observações durante o percurso. Na verdade os professores são instruídos a deixarem cadernos de anotações no carro. Em vez disso, professores e pais simplesmente conversam, e frequentemente pergunta-se aos pais que esperanças e sonhos eles têm em relação aos filhos. Assim, quando Richardson chegou algumas semanas mais tarde com a sua assistente, Misheka Barrosy, os Coyne sentiram-se como profissionais. Eles encomendaram pizzas e todos sentaram-se à mesa da cozinha, conversando sobre como estava sendo o ano escolar. Os Coyne tiveram um começo meio conturbado na escola. Inicialmente, apenas a matrícula da filha Mackenzie foi aceita, o que obrigou Megan a retornar a um jardim de infância particular que os pais acreditavam que contava com um programa de qualidade inferior. Foi difícil para Kellyann Coyne ver as gêmeas separadas com tão pouca idade durante as primeiras semanas de escola. E Megan continuou vindo da escola particular para casa com os mesmos projetos de casa que as gêmeas haviam feito um ano antes.

Os Coyne ficaram tão frustrados que chamaram relutantemente um corretor de imóveis para visitar a casa no mês passado, já que estavam pensando em mudarem-se para os subúrbios da cidade. No entanto, uma hora depois, a Academia Lee telefonou avisando que havia uma vaga na turma de Richardson. O número de Megan finalmente fora contemplado na lista de espera, nove meses após ela ter sido inscrita. "Boston conta com o melhor programa educacional para crianças pequenas", explica Kellyann Coyne, tendo à sua frente, do outro lado da mesa, as duas professoras. "Eu sabia que as garotas apresentariam bastante desenvolvimento nessa escola... Estou entusiasmada com o progresso delas". Após conversarem durante mais de uma hora à mesa, os Coyne mostraram a casa de dois andares às professoras. Aproximadamente às 20h45, cerca de duas horas e 15 minutos após terem chegado - as professoras decidiram ir embora. A mãe caminhou até a frente da casa com elas, e o papo continuou. Tradução: UOL

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Municípios prestam informações sobre impressão de cartilhas para Mobilização


Secretarias municipais de educação de diversas localidades do Brasil encaminharam à equipe que coordena a Mobilização Social pela Educação no Ministério da Educação (MEC) informações referentes à impressão local da cartilha Acompanhem a vida escolar de seus filhos. Os municípios divulgaram, ainda, as ações desenvolvidas em suas comunidades e que tiveram como subsídio para reflexão junto às famílias o conteúdo da publicação. O primeiro levantamento a partir das respostas aponta a impressão, por parte do conjunto de municípios, de cerca de 20 mil exemplares da cartilha.

Os dados foram enviados ao MEC em resposta ao questionário direcionado aos municípios que haviam manifestado interesse em reproduzir a cartilha. Entre outras ações, as secretarias apontam reuniões com pais e responsáveis pelos alunos para conscientização a respeito da importância da participação na trajetória escolar dos filhos, de modo a contribuir com aproveitamento do ensino.

Nessas e nas demais atividades que contaram com a participação de professores e funcionários das unidades de ensino, as comunidades foram orientadas, também, a conhecer o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) da escola e, do mesmo modo, a colaborar com a elevação desse índice, por meio de ações direcionadas à superação de obstáculos como os que envolvem fluxo escolar, por exemplo.

Para a secretária municipal de Educação de Araçariguama, em São Paulo, Regina Duarte de Moraes, o que motivou a impressão da cartilha foi o desencadeamento de ações para a participação efetiva dos pais na educação dos filhos. O objetivo é fazer com que os pais contribuam “para um melhor aprendizado, na formação integral dos alunos e no estreitamento das relações escola/família/comunidade”, pondera.

Os municípios de Oliveira, em Minas Gerais; de Capivari e Araçariguama, em São Paulo; prestaram informações sobre a atuação dos conselhos escolares. Lages, em Santa Catarina, por sua vez, ainda não conta com os conselhos como meio de interação entre a comunidade e a direção das unidades educacionais, mas já deu um grande passo com a instituição em Lei do Dia da Família na Escola. A data é comemorada desde 2007, no dia 25 de maio.

Entre as respostas ao questionário consta, ainda, a informação de que a equipe pedagógica da Secretaria de Educação de Araçariguama vem desenvolvendo um projeto para erradicação do analfabetismo. A iniciativa conta com a participação de diversos setores da sociedade como igrejas, clubes e associações de bairros.

Ainda no município de Oliveira, a Secretaria de Educação destaca que a cartilha tem dado suporte à continuidade de um projeto desenvolvido em conjunto com o Ministério Público e que direciona ações a crianças e adolescentes.

Acesse aqui outras informações sobre as respostas ao questionário.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Mobilização envolve comunidade escolar em Alagoas



Ciente da importância da participação dos pais na vida escolar dos filhos para a garantia do aprendizado, o corpo docente da Escola Municipal José Patrício da Costa, na cidade de Boca da Mata, Alagoas, promoveu, no mês de setembro, uma atividade de Mobilização Social pela Educação que contou com participação de cerca de 100 representantes das famílias dos alunos da unidade de ensino.


A atividade foi realizada no dia 23 de setembro, no auditó
rio da Escola Estadual Josefa Cavalcante Suruagy, onde pais, mães e responsáveis pelos alunos receberam exemplares da cartilha Acompanhem a vida escola de seus filhos. A exposição sobre o conteúdo da publicação foi feita pelo coordenador do projeto social Plantando o Futuro, Cristiano de França Barros, que estimulou uma reflexão pertinente ao conteúdo da publicação.

“Nossos objetivos foram: demonstrar aos pais os reflexos positivos do acompanhamento efetivo e contínuo com relação aos estudos de seus filhos; e conscientizá-los de que a escola só poderá garantir ensino de qualidade se eles estiverem presentes e forem parceiros nesse processo”, avalia a diretora da Escola Municipal José Patrício da Costa, Genura Maria Barros Dâmaso Tenório.

A programação do encontro incluiu a apresentação dos membros do Conselho Escolar aos pais que tomaram conhecimento, ainda, sobre o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) registrado pela escola. Em 2007, a unidade de ensino obteve índice de 3,3 nas séries iniciais do Ensino Fundamental. O objetivo da direção e dos professores é envolver os pais e toda a comunidade escolar em ações conjuntas para a elevação desse índice.


Com informações de
Genura Maria Barros Dâmaso Tenório, mobilizadora em Boca da Mata, Alagoas

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Escolas estaduais de Alagoas utilizam cartilha da mobilização em reuniões pedagógicas



Escolas estaduais que compõem a 3ª Coordenadoria de Ensino (CRE), divisão da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte de Alagoas, vêm utilizando a Cartilha Acompanhe a vida escolar de seus filhos para reflexão sobre seu conteúdo durante as reuniões pedagógicas realizadas nesta segunda quinzena de outubro. A 3ª CRE é sediada em Palmeira dos Índios e envolve, ainda, unidades de ensino dos municípios de Belém, Cacimbinhas, Estrela de Alagoas, Igaci, Major Isidoro, Maribondo, Minador do Negrão, Quebrangulo e Tanque d’Arc.

A divulgação da cartilha e discussão sobre seu conteúdo nas escolas é desdobramento do trabalho de conscientização, realizado junto à 3ª CRE, pelos professores que também integram a Mobilização Social pela Educação em Palmeira dos Índios, Maria da Conceição Rocha Melo de Almeida e Jorge de Moura da Silva. No diálogo com os representantes da Coordenadoria de Ensino, esses mobilizadores expuseram a importância do papel da escola no incentivo à participação das famílias na trajetória escolar dos alunos, para a melhoria da qualidade do ensino oferecido nessas unidades.

As reuniões pedagógicas para exposição e debate sobre o conteúdo da cartilha são acompanhadas por pais, funcionários das escolas, professores e coordenadores, além da direção. Durante essas atividades, a comunidade recebe orientação sobre a importância do acompanhamento na trajetória escolar dos filhos e sobre os reflexos desse comportamento para a evolução do aprendizado.

“O importante é trabalhar para alcançar os resultados. Um melhor rendimento escolar, consequentemente, aumentará o Índice de Desenvolvimento da Educação (Ideb)”, destaca a mobilizadora Maria Almeida, que é professora em Palmeira dos Índios.

Nas comunidades onde a mobilização vem sendo desenvolvida há mais tempo, a professora observa que o discurso das famílias mudou. “Antes desse trabalho, os pais não acompanhavam a educação dos filhos sob o argumento de terem baixa escolaridade. Hoje, os pais são cientes de que o acompanhamento da trajetória escolar dos filhos também pode ser feito por meio de estímulo, presença e diálogo. Isto é fruto dos encontros de lideranças com a equipe do Ministério da Educação”, enfatiza Maria Almeida.

Em 2007, as escolas estaduais de Alagoas registram Ideb de 3,3 nas séries iniciais do Ensino Fundamental, de 2,7 nas séries finais da mesma etapa de ensino e de 2,6 no Ensino Médio.

Com informações de Maria da Conceição Rocha Melo de Almeida, mobilizadora em Alagoas.

Mobilização é pauta de reunião pedagógica em escola de Pindamonhagaba


A mobilizadora em Pindamonhangaba, no estado de São Paulo, Doris Cardoso Prudente Bertolino, divulgou a Mobilização Social pela Educação durante reunião na Escola Estadual João Pedro Cardoso, realizada no final do mês de setembro. A participação na atividade foi em atendimento ao convite feito pela dirigente da Regional de Ensino, Gicele de Paiva Giudice, que compartilha com os profissionais da escola a preocupação com a situação de risco social dos alunos e com o Índice de Desenvolvimento da Educação (Ideb) da escola.

Durante a atividade, realizada em cumprimento à hora de trabalho pedagógico coletivo da escola, foram expostas as ações desenvolvidas pelo Comitê de Mobilização do município, direcionadas à conscientização da sociedade quanto à importância da participação dos pais na vida escolar dos filhos. A mobilizadora também distribuiu a cartilha Acompanhem a vida escolar de seus filhos e discutiu com os participantes da reunião sobre o conteúdo da publicação.

A Escola Estadual João Pedro Cardoso apresentou, em 2007, Ideb 4,7 nos anos finais do Ensino Fundamental, o menor da regional. Também enfrenta problemas como indisciplina e uso de drogas por alunos. A escola é a única do município com funcionamento em período integral e recebe alunos de todos os bairros, além de adolescentes em liberdade assistida.

“Encontrei os professores bem apreensivos e cobrando providências ao Conselho Tutelar. Por isso, solicitei à diretora e professores um mapa com os endereços dos alunos que estão apresentando problemas, para que os integrantes do Comitê de Mobilização possam visitar e oferecer auxílio, dentro das possibilidades”, relatou Doris Bertolino.

Além da direção e dos professores, a reunião contou com a participação de coordenadores pedagógicos e da representante do Conselho Tutelar, Sueli Aparecida Teixeira.

Com informações de Doris Cardoso Prudente Bertolino, membro do Comitê de Mobilização Social pela Educação de Pindamonhangaba.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Mobilizadores de Osasco (SP) apresentam balanço de ações


Entre os dias 06 e 11 de outubro, a Mobilização Social pela Educação foi divulgada aos participantes da Semana Brasileira da Catequese, encontro nacional realizado na cidade de Indaiatuba, estado de São Paulo. O evento contou com a participação de representantes das igrejas que compõem a Diocese de Osasco.

Durante a atividade, bispos, padres, leigos e demais membros da igreja de diversas localidades do País receberam cerca de 300 exemplares da Cartilha Acompanhe a vida escolar de seus filhos e promoveram um debate sobre o conteúdo da publicação.

Desde o início de 2009, a Diocese de Osasco promoveu diversas ações de mobilização. De fevereiro a setembro, seus integrantes participaram de seminários, cursos e oficinas, atividades durante as quais divulgaram a Mobilização Social pela Educação e buscaram envolver as lideranças locais na temática, para conscientização das famílias e da sociedade a respeito da importância da participação dos pais na vida escolar dos filhos. Ao longo da programação desse período, foram distribuídas cerca de 1900 cartilhas às lideranças que participaram das atividades.

Os participantes dessas atividades se comprometeram em desenvolver a mobilização junto às famílias de suas comunidades, nos doze municípios que compõem a Diocese de Osasco.

Nessas localidades, a mobilização conta com a parceria dos alunos do Curso de Teologia Pastoral, de educadores de Organizações Não Governamentais (Ong’s) e integrantes de outras da dioceses. Participam das atividades, ainda, representantes da Pastoral Afro Brasileira (PAB) e demais pastorais sociais; do Movimento Negro; dos conselhos de pais das escolas municipais de Osasco; e dos conselhos paroquiais.

Com informações de Heloísa Cordeiro e Vera Lúcia Lopes, mobilizadoras em Osasco.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Prova Brasil é tema de reunião do Comitê de Mobilização de BH

A “Prova Brasil face à realidade de Belo Horizonte” é o tema que norteará as discussões a serem promovidas durante a VI Reunião do Comitê de Mobilização Social pela Educação, atividade que será realizada nesta quinta-feira, 22 de outubro, na capital mineira.

Estimular o avanço nas discussões e no comprometimento dos diversos segmentos sociais envolvidos com o fortalecimento da parceria família, escola e comunidade é um dos objetivos de realização da atividade.

Os debates serão propostos a partir de análises e reflexões sobre dados e informações pertinentes à Prova Brasil e ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

A reunião integra o Plano de Ação elaborado pelo Comitê de Mobilização de BH e que vem sendo desenvolvido neste segundo semestre de 2009, com a finalidade de envolver a sociedade, em especial as famílias, em atividades que resultem em maior participação dos pais na vida escolar de crianças e adolescentes das redes públicas de ensino da região metropolitana da capital mineira. Por meio dessas iniciativas, o Comitê tem buscado sensibilizar as famílias a respeito do valor transformador da Educação.

Serviço
VI Reunião do Comitê de Mobilização Social pela Educação de Belo Horizonte
Data: 22/10/2009
Horário: das 9 às 12h
Local: Rua Tupis, 149 - 9º andar - Auditório
Contatos: 3277.8675 ou 3277.8650 - e-mail: comitemobilizacaobhmg@gmail.com
Blog do Comitê de BH: http://mobilizacaosocialpelaeducaobhmg.blogspot.com

Batistas de Nova Iguaçu (RJ) elaboram plano de ações


A Igreja Batista de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, elaborou plano de ações referentes à Mobilização Social pela Educação. A programação prevista é voltada à conscientização da comunidade a respeito à importância da participação dos pais na vida escolar dos filhos.

A proposta é a de que em todo segundo domingo do mês o tema Educação seja tratado nas igrejas da rede. O boletim informativo interno será utilizado nas pastorais ou em outros espaços próprios para dar destaque ao tema.

Para expor a situação do ensino no município, diretores das escolas públicas serão convidados para proferir palestras aos pais e responsáveis pelos alunos, sobre temas como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

As atividades serão realizadas nas dependências das igrejas e/ou em parceria com associações de moradores, permitindo espaços de debates e esclarecimento de dúvidas entre diretores e membros das comunidades. O material a ser utilizado durante essas atividades incluirá panfletos, boletins informativos e a cartilha Acompanhem a vida escolar de seus filhos.

As informações serão divulgadas, ainda, em encontros da Associação Batista Iguaçuana (ABIG) da Ordem dos Pastores Batistas Brasileiros (OPBB); e da Associação Batista Primeiro Centenário (ABPCEN) de Nova Iguaçu.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Mobilizadores do Ceará querem superar metas do Ideb


Para o Brasil mudar
Veio a mobilização
Juntou a sociedade
Em prol da Educação
Veio gente de todo canto
E de toda Religião

É isso aí pessoal
Já estamos preparados
Vamos jogar pra vencer
De conhecimento armados
O Comitê já tá feito
Agora não tem mais jeito
São cristãos mobilizados

Pastor Luis Nogueira, da Igreja Missionária Aba Pai, em Forlateza, no Ceará.

O poema do Pastor Luis Nogueira resume o sentimento dos 51 participantes da Oficina de Formação de Mobilizadores Sociais pela Educação, realizada pelo Ministério da Educação (MEC), nos dias 16 e 17, em Fortaleza, no Ceará. Ao final do evento, o grupo deliberou pela formação do Comitê de Mobilização local que deverá orientar as ações a serem desenvolvidas em todo o estado, para envolvimento das famílias e da sociedade em atividades que visem melhorar a qualidade do ensino oferecido nas escolas públicas.

“Vamos multiplicar, o mais rápido possível, nossas ações. Temos urgência. Os que estão aqui na oficina vieram para oferecer seu trabalho em prol da Mobilização Social pela Educação”, ponderou o mobilizador Eraldo Nascimento Feitosa, que é pastor da Missão Apostólica Elim.

“A formação do Comitê é um sonho. Vamos trabalhar no ‘miudinho’, ou seja, cada um na sua localidade para alcançarmos o nosso objetivo. Nossa atuação deverá ser desenvolvida de modo que possamos ultrapassar a meta prevista já para o próximo Ideb. Assim, podemos idealizar que a meta do Ceará para 2021 seja superada”, refletiu a mobilizadora Mônica Santos, representante da Pastoral da Educação.

Durante os dois dias, entre outras atividades, os mobilizadores tomaram conhecimento a respeito da realidade do ensino nacional e local, por meio da exposição de informações como o modo de acessar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) - instrumento de avaliação adotado pelo MEC para medir a qualidade da educação no ensino público do País.

De modo a subsidiar as ações que os participantes da oficina deverão desenvolver, foram expostos dados pertinentes aos principais programas e ações do MEC de financiamento e apoio ao desenvolvimento da educação. O Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) e o Plano de Ações Articuladas (PAR) também compuseram a pauta da oficina.

Em 2005, as escolas estaduais do Ceará registram Ideb de 3,2, nos anos iniciais do Ensino Fundamental (EF). Em 2007, esse índice evoluiu para 3,5. Ainda nesta rede de ensino, o Ideb dos anos finais do EF foi de 2,8, em 2005, e, do mesmo modo, evoluiu para 3,4, em 2007. No Ensino Médio (EM), a evolução foi de um ponto. Nesta etapa da formação, o Ideb passou de 3,0 para 3,1, no mesmo período.

Escolas municipais de Fortaleza

Nas escolas da rede municipal de Fortaleza, em 2005, o Ideb foi de 3,2, nos anos iniciais do EF e de 2,5 nos anos finais desta fase de ensino. Em 2007, os registros foram de 3,4 nos anos iniciais e de 2,7, nos anos finais. As metas do PDE para 2021 são de que o município alcance Ideb de 5,5, nos anos iniciais e de 4,7, nos anos finais.

Os municípios prioritários do Ceará

O Ceará possui 68 municípios prioritários do Plano de Metas do PDE. São consideradas como tal as localidades que obtiveram, em 2007, Ideb nos anos iniciais do EF abaixo de 4,2 e abaixo de 3,8, nas séries finais do EF, o que corresponde a índices menores que a média nacional.

Diante das avaliações pertinentes ao Ideb, os participantes da oficina que formaram o Comitê de Mobilização realizaram um planejamento de ações que deverão envolver a sociedade local, as famílias e demais membros das comunidades escolares, em esforços conjuntos para que o Ceará alcance as metas do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) para o estado.

Entre vários outros instrumentos, teatro de bonecos, teatro de rua, apresentações de repentistas, literatura de cordel e outros componentes do universo cultural do Ceará serão utilizados pelos mobilizadores para comunicação da mensagem sobre a Mobilização às famílias locais. “Temos que falar a linguagem da família para alcançarmos nossos objetivos”, refletiu Claúdio Augusto da Silva Dantas, obreiro e professor da escola dominical da Assembléia de Deus de Pacajus.

A meta do Ceará para 2021 é alcançar Ideb de 5,5, nas séries iniciais do EF, e de 4,8, tanto nas séries finais desta etapa de ensino, quanto nas fase final do Ensino Médio (EM).

Acesse aqui a relação dos municípios prioritários.

Acesse aqui outras imagens do evento.


Ata de criação do Comitê de Mobilização Social pela Educação do Ceará

Aos dezessete dias do mês de outubro de dois mil e nove, no auditório Pedro Salazar, no Hotel Oásis Atlântico, em Fortaleza (CE) foi realizada a primeira Oficina de Formação de Mobilizadores Sociais pela Educação, tendo como facilitadoras Lia Schoulze e Maisa Cardoso do Ministério da Educação (MEC), da qual participaram cinquenta e um agentes de mobilização dos municípios de Fortaleza, Pacajus, Ipueiras, Canindé, Santana do Acaraú, Ipu, Quixeré, Quixadá, General Sampaio, Guaiúba, Madalena, Maranguape, todos convidados por Maria Mônica Pimentel Pinto articuladora da Pastoral da Educação da CNBB Ne1 e Pastor Eraldo Nascimento Feitosa da Missão Apostólica Elim. Na oportunidade, foram apresentados o Plano de Mobilização, a Cartilha da Mobilização, bem como dados sobre a realidade da educação no Brasil, tendo em vista reunir as forças da comunidade para um compromisso sócio-interativo no processo educacional e estimular a solidariedade para dar ênfase aos sinais de vida, mostrando que a construção da identidade só se dá na relação com o outro. A partir desta Oficina de Mobilização, fica criado o Comitê Estadual de Mobilização Social pela Educação no Ceará, contando com todos os participantes, agentes mobilizadores abaixo assinados que atuarão nas suas comunidades junto às famílias e Escolas que apresentam o Índice de Educação básica (IDEB) abaixo da média nacional, conforme plano elaborado no decorrer deste evento. A este Comitê Estadual poderão ser incorporados novos articuladores sintonizados com os objetivos e metas desta Mobilização Social pela Educação mormente estabelecida neste encontro. Estando assim acordado, foi lavrada a presente ata que se achada conforme será assinada por todos os presentes.

Amélia Maria Brito de Albuquerque - Pastoral da Educação
Ana Aline Santos da Silva - Assembléia de Deus Canaã
Ana Maria Trajano de Sousa - Escola Pública e Igreja Batista
Antonia Edileusa Barbosa Bezerra - Pastoral da Educação
Cláudio Augusto da Silva Dantas - Assembléia de Deus Templo Central
Clycia MAgda Rocha Alves - Secretaria de Estado de Educação
Dalila Santos de Sousa - Igreja Batista do Povo de Deus
Edna Bezerra da Silva - Paróquia Nossa Senhora da Conceição
Edna Costa Lima - Comunidade Evangélica Yerusalém
Eliane Florêncio Ribeiro de Carvalho - Igreja Católica
Elisangela Rocha de Aguiar - ONG Reintegrar e Missão Betsaida
Eraldo Nascimento Feitosa - Igreja Missão Apostólica Elim
Joana D'arc Gomes Cavalcante - Secretaria de Educação de General Sampaio
Jonatan Henrique Pinho Bonfim - Escola de Ensino Fundamental e Médio Joaci Pereira
José Marques Batista - Secretaria de Estado de Educação
Josina Rodrigues de Sales - ONG Missão Betsaida
Lia Hebe Gonçalves de Lima Oliveira - Secretaria de Estado de Educação
Luis Nogueira - Igreja Missionária Aba Pai
Maria Aurineide da Silva - Secretaria de Estado de Educação
Maria Auxiliadora Silva Vieira de Araújo - Igreja Batista Peniel
Maria do Socorro da Silva e Silva - Secretaria da Educação Básica no Ceará
Maria Elenise de Sousa Mesquita - Arquidiocese de Fortaleza e Mov. das Equipes Docentes da Igreja Católica
Maria Elza Fernandes Maia - Paróquia Nossa Senhora da Conceição
Maria Gorette Paiva Timbó - Diocese de Sobral
Maria Goretti Almeida Gomes - Arquidiocese de Fortaleza - Paróquia Canindé
Maria Mônica Pimentel Pinto - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
Maria Otilia Nunes - Movimento das Equipes Docentes do Brasil
Marta Maria Marques - Secretaria de Estado de Educação e Igreja
Mônica Silva Santos sousa - Assembléia de Deus da Promessa Maranata
Neilze Queiroz Guimarães - Igreja Batista Peniel e Prefeitura de Fortaleza
Newton José Cavalcante Gonçalves - Diocese de Fortaleza
Olindina Linhares Prado - Diocese de Sobral - Paróquia Santana
Paulo Felipe Saraiva Barbosa - Secretaria de Estado de Educação
Pr João Acácio dos Santos - Igreja Comunidade Sol da Terra
Pr Antônio Silvério dos Santos - SBB
Pr Ally Charlys Musse Mendes - Igreja Presbiteriana
Pr Francisco de Assis Moreira de Sousa - Assembléia de Deus da Promessa Maranata
Pr Francisco Felix Lima Junior - Igreja Comunidade Evangélica Yerusalém
Pr Lucio Rubens de Sousa - Igreja Comunidade Evangélica Yerusalém
Pr Lucio Rubens de Sousa - Igreja Batista do Povo de Deus
Pra Andrea Luciana Moreira Feitosa - Missão Apostólica Elim
Robson Barros Mesquita - ONG Missão Betsaida
Rosemary de Assis Lira - Missão Betsaida
Sandra Maria Arruda Monteiro - Secretaria de Estado de Educação
Sammya Santos Araújo - Secretaria de Estado de Educação
Virgínia Orbañanos - Escola Pública e Missão Apostólica Elim
Zilmara Alves da Silva - ONG Missão Betsaida


domingo, 18 de outubro de 2009

Comitê de Mobilização em Uruaçu participa do III Congresso Municipal de Educação de Niquelância (GO)


Aconteceu nos dias 14 e 15 outubro, em Niquelândia, no Centro Cultural, o III Congresso Municipal de Educação, promovido pela Secretaria Municipal de Educação. O dia 14 foi dedicado ao encontro com os pais. Falou-se sobre o Programa Escola sem Drogas, da Policia Civil de Goiás, educação de trânsito, pela Agência Municipal de Trânsito e questões de preservação do meio ambiente, pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A Votorantim Metais e o Comitê de Mobilização de Uruaçu foram convidados a fazer parte de uma mesa redonda sobre a família, célula mãe da sociedade.

Na oportunidade, a responsável pela mobilização na Votorantim, Paula Lunna Rodrigues, apresentou o projeto da empresa de mobilização, que se insere no escopo do Planode Mobilziação Social pela Educação e o trabalho feito dentro da empresa. No período da tarde, expus o Plano de Mobilização Social pela Educação e trabalhamos as cartilhas com os pais presentes. Na foto estão Paula Lunna Rodrigues, responsável na Votorantim pela comunicação e responsabilidade social, e Marinês da Costa, professora de Niquelândia.

Com informações do Pe. Agamenilton, coordenador do Comitê de Uruaçu, Go