quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Mobilização é uma das estratégias do PNE para cumprir metas do IDEB

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Educação, Fernando Haddad, encaminharam ao Congresso Nacional na manhã desta quarta-feira, 15, o projeto de lei do Plano Nacional de Educação (PNE) para período 2011-2020.
O novo PNE apresenta dez diretrizes objetivas e 20 metas, seguidas das estratégias específicas de concretização. O texto prevê formas de a sociedade monitorar e cobrar cada uma das conquistas previstas. As metas seguem o modelo de visão sistêmica da educação estabelecido em 2007 com a criação do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Tanto as metas quanto as estratégias premiam iniciativas para todos os níveis, modalidades e etapas educacionais. Além disso, há estratégias específicas para a inclusão de minorias, como alunos com deficiência, indígenas, quilombolas, estudantes do campo e alunos em regime de liberdade assistida.

Na Meta 7, que estabelece o alcance das médias nacionais para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) referente aos anos iniciais e anos finais do ensino fundamental, assim como para o ensino médio, uma das estratégias diz respeito à Mobilização Social pela Educação, o que valoriza e reconhece a importância das ações que vêm sendo desenvolvidas pela rede de mobilizadores em todo o país, como segue:

7.20) Mobilizar as famílias e setores da sociedade civil, articulando a educação formal com experiências de educação popular e cidadã, com os propósitos de que a educação seja assumida como responsabilidade de todos e de ampliar o controle social sobre o cumprimento das políticas públicas educacionais.

7.21) Promover a articulação dos programas da área da educação, de âmbito local e nacional, com os de outras áreas como saúde, trabalho e emprego, assistência social, esporte, cultura, possibilitando a criação de uma rede de apoio integral às famílias, que as ajude a garantir melhores condições para o aprendizado dos estudantes.

Clique aqui e confira a íntegra do PNE.

Veja, a seguir, as 20 metas do PNE:

Meta 1: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população de até 3 anos.

Meta 2: Universalizar o ensino fundamental de nove anos para toda população de 6 a 14 anos.
  
Meta 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%, nesta faixa etária.

Meta 4: Universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.

Meta 5: Alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os oito anos de idade.

Meta 6: Oferecer educação em tempo integral em 50% das escolas públicas de educação básica.

Meta 7: Atingir as seguintes médias nacionais para o IDEB:

IDEB
2011
2013
2015
2017
2019
2021
Anos iniciais do ensino fundamental
4,6
4,9
5,2
5,5
5,7
6,0
Anos finais do ensino fundamental
3,9
4,4
4,7
5,0
5,2
5,5
Ensino médio
3,7
3,9
4,3
4,7
5,0
5,2


Meta 8: Elevar a escolaridade média da população de 18 a 24 anos de modo a alcançar mínimo de 12 anos de estudo para as populações do campo, da região de menor escolaridade no país e dos 25% mais pobres, bem como igualar a escolaridade média entre negros e não negros, com vistas à redução da desigualdade educacional.

Meta 9: Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional.

Meta 10: Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.

Meta 11: Duplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta.

Meta 12: Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta.

Meta 13: Elevar a qualidade da educação superior pela ampliação da atuação de mestres e doutores nas instituições de educação superior para 75%, no mínimo, do corpo docente em efetivo exercício, sendo, do total, 35% doutores.

Meta 14: Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores.

Meta 15: Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, que todos os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.

Meta 16: Formar 50% dos professores da educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu, garantir a todos formação continuada em sua área de atuação.

Meta 16: Formar 50% dos professores da educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu, garantir a todos formação continuada em sua área de atuação.

Meta 17: Valorizar o magistério público da educação básica a fim de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.

Meta 18: Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais do magistério em todos os sistemas de ensino.

Meta 19: Garantir, mediante lei específica aprovada no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, a nomeação comissionada de diretores de escola vinculada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à participação da comunidade escolar.

Meta 20: Ampliar progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do produto interno bruto do país.


Com informações do Portal Mec de 15/12/2010.
Leia mais: Lula envia ao Congresso o projeto de lei com as metas para 2011-2020

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Experiências de mobilização são compartilhadas com lideranças de todo o país

Reunidos em São Bernardo do Campo, nos dias 12 e 13 de dezembro, cerca de 170 lideranças do Plano de Mobilização Social pela Educação de todo o país compartilharam experiências e discutiram casos apresentados por seus colegas.

Desde o lançamento do projeto, em maio de 2008,  o Ministério da Educação promove reuniões
periódicas com pessoas que lideram redes de mobilizadores em todo o país.  O  encontro realizado no início desta semana teve algumas particularidades, demonstrando que o movimento vem se consolidando a cada dia.
  • Destaca-se, por exemplo, o número de participantes, o maior de todos os eventos realizados até agora. A abrangência geográfica - só não havia mobilizadores do Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia, Tocantins e Mato Grosso - demonstra que, de Roraima ao Rio Grande do Sul, existem núcleos de mobilizadores formados e atuantes em grandes, médias e pequenas cidades.

  • Novos rostos, novas experiências a compartilhar, novos contatos sendo estabelecidos dentro da rede com os pioneiros da mobilização. Metade dos presentes participava pela primeira vez de um encontro de lideranças.

  • Todos os segmentos envolvidos até agora com a mobilização estiveram representados: instituições religiosas, secretarias de educação, empresas, entidades de representação, institutos e entidades de responsabilidade social, pais e mães de alunos, lideranças comunitárias e jovens mobilizadores.

  • A metodologia do encontro, que privilegiou as mesas para apresentação e debate de experiências de: voluntários, famílias e lideranças comunitárias, secretarias de educação e outros órgãos governamentais, empresas, institutos de responsabilidade social e entidades de representação.

  • A diversidade de experiências, de estratégias, de recursos utilizados para a mobilização das famílias.

  • Os resultados do trabalho, como o interesse das famílias pela escola e por conhecer o IDEB, a adesão de professores das redes envolvidas, o apoio explícito de prefeitos e de autoridades locais.
Nas próximas postagens serão mostrados resumos das experiências e de outros pontos marcantes do encontro de lideranças.

Presidente envia ao Congresso o Plano Nacional da Educação 2011-2020

O governo federal encaminhará amanhã, 15, ao Congresso Nacional o Plano Nacional de Educação (PNE). O novo documento sintetiza 20 metas e aponta estratégias para o avanço da educação brasileira no decênio 2011-2020. Em entrevista ao programa de rádio Café com o Presidente, o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, e o ministro da Educação, Fernando Haddad, ressaltaram que o PNE vai investir principalmente na qualidade da educação e na valorização dos professores.

O PNE 2011-2020 reforça a visão sistêmica da educação, que vai da creche à pós-graduação. Entre as metas prioritárias está a universalização do atendimento desde a educação infantil até o ensino médio — alunos de quatro a 17 anos. “O PNE não é um programa para um governo, é um programa para a educação brasileira que pode perpassar dois governos e meio”, disse Lula.

O novo PNE contém metas para todos os níveis de ensino e também para a educação profissional. Segundo o presidente, a qualidade da educação brasileira, em cada uma de suas etapas, será um desafio de governo para a presidente eleita, Dilma Rousseff. “Se no nosso mandato fizemos um investimento muito forte na educação universitária, daqui para a frente precisaremos de mais ousadia para o ensino fundamental”, alertou Lula. “É preciso construir parcerias com prefeitos e governadores para que todos nós assumamos definitivamente a responsabilidade de que a educação é a nossa prioridade”.


Com informações do Portal Mec de 13/12/2010.
Leia mais: Meta para o futuro é investir na qualidade e no professor 

Banco Mundial aponta avanços e desafios da educação brasileira

O Brasil registrou avanços em educação nos últimos 15 anos, mas ainda há desafios a superar para garantir o progresso do país. Esta é a síntese de estudo do Banco Mundial, Achieving World Class Education in Brazil: The Next Agenda (Chegando a uma educação de nível mundial, na tradução oficial), divulgado nesta segunda-feira, 13.

O estudo destaca os progressos alcançados nos últimos anos por meio de políticas continuadas e de reformas efetivas e duradouras e dá como referência os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2009 — o Brasil está entre os três países que mais evoluíram nos últimos anos, principalmente pela redução da distorção entre idade e série.

Outro destaque do relatório é o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e, a partir dele, o estabelecimento de metas para alcançar o nível de qualidade dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE). Para o Banco Mundial, o Brasil pode ser considerado líder na América Latina em áreas como avaliação de aprendizado e monitoramento do desempenho em educação, já que o sistema escolar sabe o quanto seus alunos estão aprendendo.

Outro destaque é o aumento, de 1990 a 2010, no número de anos de estudo dos trabalhadores brasileiros, mais rápido que qualquer outro país em desenvolvimento, incluindo a China – recordista mundial do aumento da escolaridade nas décadas anteriores. A análise demonstra que, em 1993, cerca de 70% da população ocupada entre 26 e 30 anos tinha menos de 11 anos de escolaridade; hoje, a taxa é de 40%. 

A criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), depois ampliado para todos os níveis da educação básica com o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) também foi citada no estudo. A medida permite equilibrar o investimento por aluno em todo o país. Além disso, iniciativas de formação inicial e continuada dos professores e a criação do piso salarial nacional para a categoria são citadas como ações bem sucedidas.

Próximos desafios – Para o Banco Mundial, entre os próximos desafios do Brasil estão o fortalecimento da educação infantil, a atualização do ensino médio, a maximização do impacto do governo federal nas ações em educação, a melhoria da qualidade dos professores e a manutenção dos rumos atuais.

Para os mobilizadores sociais pela educação, fica o desafio de continuar o trabalho para garantir que os avanços continuem e se aprofundem.

Com informações do Portal Mec de 13/12/2010. 
Leia mais: Banco Mundial analisa a evolução e os desafios da educação  brasileira

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Humberto de Campos (MA) adere à Mobilização Social pela Educação

O município de Humberto de Campos é o mais novo parceiro da Mobilização Social pela Educação no Maranhão. No dia 19 de novembro, os mobilizadores anunciaram a formação do Comitê local, com o intuito de fortalecer e ampliar as ações de Mobilização que vinham sendo desenvolvidas junto à comunidade.

O encontro em que foi definida a composição do Comitê contou com a participação do prefeito municipal, de secretários municipais, professores e gestores, além de representantes de  associações de moradores e das igrejas Católica e Evangélica. Também estiveram presentes membros do Conselho Tutelar, do Conselho Municipal do Direito da Criança e do Adolescente (CMDCA) e do Conselho Escolar de Pais.

Durante o evento, os participantes receberam informações sobre o Plano de Mobilização Social pela Educação (PMSE) e foram orientados a incentivar a interação família-escola nas suas áreas de atuação, destacando a importância do envolvimento das famílias na vida escolar dos filhos para a melhoria da qualidade do ensino.

Ao final do evento, para divulgar a Mobilização Social pela Educação em todo o município, os mobilizadores realizaram uma caminhada pela cidade, portando faixas com mensagens de incentivo à participação dos pais no cotidiano escolar dos filhos. A caminhada reuniu, além dos participantes do encontro, alunos de escolas da rede pública e seus familiares.

Desde 25 de outubro, quando tiveram início as atividades de Mobilização em Humberto de Campos, o PMSE vem sendo divulgado em palestras nas escolas e em programas da  Rádio Oceânica FM, localizada no município vizinho de Primeira Cruz. Para subsidiar as ações, os mobilizadores confeccionaram materiais sobre o PMSE, como panfletos explicativos e camisetas, que foram distribuídos durante as atividades.

O Comitê de Mobilização de Humberto de Campos tem a seguinte composição: 

•    Alcimara Simone Freitas Mota – Professora
•    Ana Carolina Oliveira Prado – Professora - carolinaprdeducadora@bol.com.br
•    Eva Maria Nascimento Ferreira – representante da Comunidade Rosário de Fátima
•    Francisca da Silva da Cruz – Professora
•    Irene da Silva Sales – Professora
•    José Arteiro S. Filho – Professor
•    Jossenira de Matos Cruz - Professora / Gestora
•    Maria do Espírito Santo Santos Cruz – Presidente da União dos Moradores do Bairro do Gomes
•    Maria do Socorro Machado Silva - Articuladora Municipal, Professora e Técnica Pedagógica - socorromachado79@hotmail.com
•    Maria do Rosário de Fátima Lago – Professora/representante da APAE Escola
•    Maria Edinalva Costa Silva – representante do Conselho de Pais
•    Maria Sônia Gomes dos Santos – Membro do Movimento de Mulheres
•    Maria Tarcila Dutra dos Santos - representante da Comunidade Rosário de Fátima
•    Rita Maria Sales Ribeiro - Representante do Conselho de Pais - ritamariasalles@gmail.com 

Com informações de Maria do Socorro Machado Silva, membro do Comitê de Mobilização de Humberto de Campos (MA)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Lideranças da Mobilização preparam-se para Encontro Nacional

Lideranças sociais e religiosas, secretários municipais de Educação, servidores de outras secretarias de áreas sociais, agentes comunitários de saúde, profissionais da área de assistência social, conselheiros tutelares, representantes do setor empresarial e de segmentos organizados dos setores público e privado estarão reunidos, nos dias 12 e 13 de dezembro, durante o Encontro Nacional de Lideranças da Mobilização Social pela Educação. O evento será realizado na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo, no Centro de Formação de Profissionais da Educação Ruth Cardoso (Cenforpe).

Coordenado pelo Ministério da Educação (MEC), o Encontro prevê extensa programação. No domingo (12), a abertura do evento contará com exposição da secretária municipal de Educação de São Bernardo do Campo, Cleuza Repulho, sobre a importância da interação família-escola. Na seqüência, a assessora especial do Ministro da Educação e coordenadora da Mobilização Social pela Educação do MEC, Linda Goulart, deverá apresentar o balanço das atividades desenvolvidas, de maio de 2008 a dezembro de 2010, no sentido de estimular a participação das famílias na vida escolar dos filhos para a melhoria do aproveitamento do ensino.

Apresentações referentes às boas práticas de Mobilização desenvolvidas por voluntários em suas comunidades; estratégias de ações das empresas para mobilizar seus públicos; a inclusão da Mobilização em projetos sociais de organizações não governamentais; o papel das secretarias de Educação na interação família-escola; e a importância das políticas intersetoriais para a garantia do direito de aprender também integram a programação do Encontro de Lideranças da Mobilização. 


Palestra Magna sobre o novo PDE




A exposição sobre o novo Plano Nacional de Educação (PDE), que será coordenada pelo secretário executivo adjunto do MEC, professor Francisco das Chagas Fernandes, é o destaque do segundo dia de atividades do Encontro de Lideranças da Mobilização Social pela Educação.


Clique na figura ao lado para visualizar a programação completa.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Pisa: avaliação revela que o Brasil está entre os três países que mais evoluíram em educação na última década

O avanço da educação no Brasil na última década, que ficou entre os três países que mais evoluíram no ensino público neste período, foi evidenciado nesta terça-feira, 7 de novembro, por meio da divulgação do relatório preliminar do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) 2009.

Confira abaixo a matéria sobre o tema publicada no Portal do MEC e converse com outros mobilizadores sociais pela educação sobre como esses atores podem colaborar com o alcance das metas postas pelo Ministério da Educação para a melhoria do ensino no Brasil.

Na seqüência, leia também o texto divulgado no site G1, informe-se e repercuta o tema entre os colegas mobilizadores. “A meta para 2012 é subir mais 16 pontos e chegar a 417. Para alcançar essa meta, é prioritário investir em educação infantil e na valorização do magistério, em formação e remuneração”, afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad, sobre o posicionamento do Brasil nos resultados da avaliação do Pisa.

“Não podemos desprezar esse resultado. A meta foi cumprida, mas temos que olhar para frente e admitir que temos muito trabalho. Temos aí um século de defasagem, de desvantagem para tirar, mas há um caminho, há um norte. O que os números revelam é o seguinte: o sistema educacional brasileiro está reagindo aos estímulos”, afirmou Haddad.

E esta conquista depende, também, da contribuição de cada mobilizador social pela educação, por meio do reforço a ações que estimulem a interação família-escola, ou seja, que demonstrem a importância e incentivem a participação dos pais na vida escolar dos filhos.


Portal do Mec - Terça-feira, 07 de dezembro de 2010.
Avaliação internacional
Brasil é o terceiro que mais cresceu na década em educação básica

O Brasil aparece entre os três países que mais evoluíram na educação básica nesta década. A informação consta do relatório preliminar do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) 2009, divulgado nesta terça-feira, 7, pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris.

A educação brasileira evoluiu 33 pontos entre os exames realizados no período 2000-2009. Em 2000, a média brasileira das notas em leitura, matemática e ciências era de 368 pontos. Em 2009, a média subiu para 401 pontos. Com isso, o país atingiu a meta do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), que era média de 395 pontos nas três disciplinas.

Na avaliação do ministro da Educação, Fernando Haddad, diversos fatores produziram esses resultados. Ele destaca o crescimento do investimento em educação, o foco na aprendizagem das crianças, a definição de metas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) por escolas. A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) também é responsável pelo impacto positivo nos resultados, em sua avaliação.

Para Haddad, o “sistema educacional brasileiro está reagindo aos estímulos”. O resultado do Pisa no último triênio revela, segundo o ministro, que o país está no rumo certo e que há espaço para crescer. “A meta para 2012 é subir mais 16 pontos e chegar a 417.” Para alcançar essa meta, é prioritário investir em educação infantil e na valorização do magistério, em formação e remuneração, afirmou.

Crescimento – O Brasil teve o terceiro maior avanço entre todos os países, sendo superado apenas pelo Chile, que cresceu 37 pontos, e por Luxemburgo, com avanço de 38 pontos. Na tabela geral, o Brasil está na 53ª posição. Entre as nações latino-americanas, superou a Argentina e a Colômbia. Está 19 pontos atrás do México, que ocupa o 49º lugar; a 26 pontos do Uruguai (47º), e a 38 pontos do Chile (45º).
A avaliação foi realizada em 65 países, 34 deles da OCDE. Participaram 470 mil estudantes, sendo 20 mil brasileiros, das 27 unidades da Federação, de escolas urbanas e rurais, públicas e privadas. Responderam as provas de leitura, matemática e ciências estudantes nascidos em 1993.

Na média nacional, o Brasil cresceu principalmente em matemática, passando de 334 pontos, em 2000, para 386 pontos em 2009; em ciências, passou de 375 para 405, e em leitura, de 396 para 412.

Na avaliação do Pisa por unidades da Federação, o Distrito Federal aparece com as melhores notas, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Goiás, todos com média superior à média nacional. (Assessoria de Comunicação Social)

Confira a integra das tabelas.

Leia mais no site do G1
Ministro da Educação comentou posição do Brasil no ranking da OCDE. Exame avalia conhecimentos de leitura, matemática e ciências.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Rio: comunidades Chapéu Mangueira e Babilônia recebem Mobilização em Dia de Ação Social

Integrantes do Comitê de Mobilização Social pela Educação dos morros do Chapéu Mangueira e Babilônia, no bairro do Leme, Zona Sul da capital fluminense, estão participando das últimas reuniões de pais programadas para o ano de 2010 nas escolas públicas e creches comunitárias dessas comunidades. Ao longo do mês de dezembro, esses mobilizadores vão divulgar a cartilha Famílias, acompanhem a vida escolar dos seus filhos e estimular a reflexão sobre o conteúdo da publicação, em ações que envolvem pais e profissionais da educação.

Com o objetivo de divulgar as ações e os novos projetos desenvolvidos pelo comitê, os mobilizadores que o integram participaram do Dia de Ação Social, evento realizado no dia 13 de novembro, nos morros Chapéu Mangueira e Babilônia. Durante a atividade, eles montaram stand, onde também distribuíram exemplares da cartilha e debateram sobre a mensagem da publicação com os visitantes.

Os integrantes do Comitê Rio, Ana Felipe, Sérgio Maia e David Arcenio, que também é membro da Representação do Ministério da Educação no Rio de Janeiro (REMEC/RJ), esclareceram dúvidas dos familiares de alunos e sugeriram formas de participar do cotidiano escolar de crianças e adolescentes, levando em consideração a realidade das famílias locais.




Comitê de Mobilização Chapéu Mangueira e Babilônia

A formação do Comitê de Mobilização que atua nas comunidades de Chapéu Mangueira e Babilônia foi definida em 16 de julho de 2009. O grupo é formado por voluntários que participaram da Oficina de Formação de Mobilizadores realizada dias 14 e 15 de maio do mesmo ano, no Rio de Janeiro. Os membros do comitê têm desenvolvido, junto às famílias de ambas as comunidades, diversas atividades de conscientização dos pais e responsáveis sobre a importância do envolvimento na trajetória escolar dos filhos.

Com informações de Sérgio Benedito Maia, representante do Comitê Rio

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Informativo do Consórcio CCPR divulga a Mobilização Social pela Educação

O informativo Zé Coque Notícias, produzido mensalmente pelo Consórcio CCPR-Repar divulgou, em sua edição de novembro, o Plano de Mobilização Social pela Educação (PMSE). A publicação, que tem tiragem de 3 mil exemplares  para distribução  entre os funcionários que atuam no Consórcio formado pela construtora Camargo Corrêa e a Promon Engenharia, apresenta convite aos profissionais para que integrem as ações de Mobilização e se envolvam efetivamente na vida escolar dos filhos.

O texto do informativo destaca a importância da responta, por parte dos  profissionais, ao questionário formulado pela equipe do CCPR para mapear como os funcionários que possuem filhos em idade escolar vêm acompanhando o cotidiano de estudos de crianças e adolescentes. A partir das respostas ao questionário, será elaborado pelo Consórcio um plano de ação para orientar as atividades a serem  desenvolvidas com o intuito de incentivar a interação família-escola.

A matéria apresenta, ainda, informações a respeito do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e relato de como a participação de um pai, funcionário do Consórcio, melhorou os estudos de seu filho.

Confira aqui a divulgação do PMSE no Zé Coque Notícias.

Leia mais sobre as ações do Consórcio CCPR: Araucária (PR) sedia Encontro de Mobilizadores Sociais pela Educação

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Compromisso Campinas pela Educação lança Núcleo de Mobilização

Durante evento em comemoração ao aniversário de três anos do Compromisso Campinas pela Educação (CCE), foi realizado, no dia 25 de novembro, o lançamento do Núcleo de Mobilização Social pela Educação. O Núcleo de Mobilização é a nona célula de trabalho do CCE e tem como objetivo reunir interessados em desenvolver ações que promovam a melhoria da qualidade do ensino oferecido nas escolas públicas.

Cerca de 130 pessoas participaram da solenidade de comemoração, entre
autoridades, formadores de opinião e diversos parceiros do movimento. O evento também contou com a presença da coordenadora nacional da Mobilização Social pela Educação e assessora especial do Ministério da Educação, Linda Goulart, que havia sugerido a criação do Núcleo de Mobilização, em atividade realizada no dia 23 de setembro.
 

A atividade marcou, ainda, o lançamento da campanha publicitária “Eu abracei o compromisso com a educação”, que conta com kit composto por bóton, adesivo e camiseta. Esses materiais serão distribuídos nas ações realizadas pelo CCE e utilizados como uniforme pelos integrantes do Núcleo de Mobilização.

Parceiros

Para a organização do evento do dia 25 de novembro, o Compromisso Campinas pela Educação contou com o apoio da Fundação FEAC, que cedeu seu auditório para a realização da atividade. A Fundação, que têm apoiado as ações do CCE desde o início dos trabalhos, anunciou, durante a comemoração, o lançamento de projeto que busca qualificar e promover o desenvolvimento de sete escolas estaduais de Campinas. Para tanto, a FEAC concentrará esforços nas áreas de gestão, de infraestrutura, de relação comunitária e pedagógica.

Outra novidade apresentada no evento foi a adesão da Associação Atlética Ponte Preta e do Guarani Futebol Clube como parceiros do CCE. Em 2011, ambos os times portarão faixas com mensagens de apoio ao Compromisso Campinas pela Educação nos jogos disputados em Campinas, entre outras ações ainda sendo programadas.

Leia mais sobre o lançamento do Núcleo de Mobilização e a comemoração dos três anos do CCE no site do Compromisso Campinas pela Educação.

Fotos: Marcos Peron